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Biblioteca Central da UFMA encerra celebração dos sessenta anos com programação especial

Matéria publicada em 02 de outubro de 2026 SITE DA UFMA

Cerimônia será realizada no dia 14 de outubro e reunirá ações voltadas à preservação da memória institucional e ao incentivo à leitura na Universidade

O Sistema Integrado de Bibliotecas (Sibi) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) encerra, no dia 14 de outubro, o ano jubilar pelos sessenta anos de fundação da Biblioteca Central, em uma solenidade que reunirá ações voltadas à preservação da memória institucional e à democratização do acesso ao conhecimento produzido pela Universidade.

O evento será realizado no auditório do Centro Pedagógico Paulo Freire, Câmpus São Luís, e contará com o pré-lançamento de uma coleção especial de obras inéditas e originais, publicada com selo da Editora da Universidade (EDUFMA), que tem por objetivo publicar trabalhos que preservam e valorizam a memória institucional, além da apresentação do Portal MemORAR e da entrega do Prêmio Leitor+, que é uma iniciativa do Sistema Integrado de Bibliotecas aos integrantes da comunidade acadêmica que se destacaram como leitores ao longo de 2025.

Criada em 1966, a Biblioteca Central está entre os primeiros órgãos da Universidade e acompanha a trajetória institucional da UFMA desde os primeiros anos de sua implantação. A unidade funcionava inicialmente no mesmo prédio da Reitoria, e, ao longo das décadas, acompanhou a expansão da Universidade para diferentes espaços e câmpus.

Entre as iniciativas apresentadas durante o ano jubilar, está o Portal MemORAR, plataforma dedicada à preservação e à difusão da memória institucional. O projeto foi viabilizado por recursos do Edital nº 20/2025 da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), voltado ao apoio de projetos de gestão, conservação, restauração, organização e informatização de acervos.

O ano jubilar foi marcado por uma programação mensal com palestras, exposições e workshops voltados à valorização do acervo histórico e ao fortalecimento da biblioteca como espaço de educação não formal e difusão de conhecimento, evidenciando a trajetória da Biblioteca Central desde sua criação até sua atual estrutura.

O trabalho inclui o tratamento técnico da coleção de obras raras da Biblioteca Central, formada a partir da doação do acervo particular de Jomar Moraes, ex-servidor da UFMA e membro da Academia Maranhense de Letras, falecido em 2016. Até o momento, cerca de 300 obras foram identificadas, com publicações realizadas no Maranhão entre 1826 e 1946.

Além da identificação, os livros passaram por processos de higienização e acondicionamento adequado. Parte do acervo também está sendo digitalizada para que as obras possam ser consultadas virtualmente por pesquisadores, estudantes e demais interessados.

De acordo com o historiador Flávio Matos, responsável pela identificação e curadoria da coleção de obras raras e especiais, a iniciativa amplia a função da biblioteca para além da preservação física dos livros. “Além de realizar a identificação das obras, nós realizamos a higienização e acomodação apropriada dos livros com equipamentos adquiridos pelo edital. Mas todo livro só cumpre a sua missão se chega às mãos do leitor. Então, além do tratamento, nós estamos digitalizando as obras para disponibilizar no Portal”, explica.

O Portal MemORAR também deverá reunir informações sobre a trajetória da Biblioteca Central, sínteses biográficas de ex-diretoras e registros de ações realizadas pelo Sistema Integrado de Bibliotecas. A proposta inclui ainda a disponibilização das primeiras monografias, teses e dissertações defendidas na UFMA.

Segundo Flávio Matos, preservar esse patrimônio também significa criar novas possibilidades de pesquisa sobre a produção científica maranhense. “Democratizar o acesso a esse patrimônio tanto corrobora a memória institucional quanto promove o conhecimento sobre a história da ciência e do pensamento científico no nosso estado.”

Ao celebrar os sessenta anos da Biblioteca Central, o SIBi também projeta novos caminhos para a Universidade e para o acesso ao conhecimento. Para Flávio Matos, participar desse momento representa uma forma de retribuir à universidade pública a oportunidade de formação que recebeu. “Fico feliz em ser parte da UFMA e em poder colaborar para a realização deste momento tão simbólico de comemoração dos sessenta anos da instituição e de sua biblioteca. Considero a Universidade um poderoso instrumento de transformação social e de renovação de sonhos”, finaliza.

Por: Dienny Azevedo

Revisão: Jáder Cavalcante

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