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Os fluxos internacionais de capitais e a fragilidade fiscal da União no período 1990/2001

Esse trabalho discute que após o ajuste fiscal ocorrido na primeira metade dos anos 1990, a despesa primária do Governo Federal não se tornou excessiva entre 1995 e 2001. Ao contrário, demonstra-se que despesas geradoras de externalidades positivas para o sistema econômico foram reduzidas, o que comprometeu as taxas de crescimento e a expansão futura da economia. Adicionalmente, destaca-se a presença de um elevado crescimento dos pagamentos de juros, os quais se constituíram na principal variável dos repetidos déficits operacionais da União no período 1999/2001. Defende-se ainda que o equacionamento para os elevados déficits em conta corrente não passa por cortes adicionais nos gastos públicos não financeiros, mas pela obtenção de superávits comerciais expressivos ao longo do tempo, através da elevação das exportações e por estímulo à substituição de importações. Por fim, se inclui que o equilíbrio fiscal deve ser obtido não mediante a manutenção ou elevação dos atuais superávits primários (4,25% do PIB), mas pelo declínio das taxas de juros reais internas e maior crescimento econômico.

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Descrição

Autor: José Lúcio Alves Silveira

Coleção Teses e Dissertações CCSo

ISBN: 987-85-7862-174-2

Ano de publicação: 2011

198 páginas

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